E esse tal ‘momento propício’...
Sabe aquela coisa que fizemos de errado para uma pessoa que amamos? Sabe quando essa pessoa ainda não sabe da ‘burrada’ que fizemos? Sabe quando pensamos, refletimos e concluímos que o melhor a fazer é esperar o “momento propício” para lhe contar?
Pois é, querido leitor...
Às vezes temos a sensação que sabemos bastante coisa, sobre a vida, sobre os sentimentos, sobre as situações, sobre as palavras. E de repente, quando precisamos de todo este saber, onde ele está?
Esta longa introdução, caro amigo, para mostrar onde eu estava, todo este tempo longe do blog. De lá, do lugar onde eu estava, vi pessoas comentando textos passados, me cobrando para voltar a escrever; vi os textos que já tinha esquecido e os li de novo e de novo, me perguntando: eu, realmente, escrevi isso? Às vezes precisamos nos reler, literalmente, para saber quem realmente somos.
O fato que mais me chamou a atenção quando eu observava de lá, do lugar onde estava, era o número de acessos diários. Quando comecei este blog, há mais de dois anos atrás, não sabia que ele chegaria aonde chegou. No começo eram duas ou três pessoas que liam o blog diariamente. Muitas vezes, uma dessas pessoas era eu mesmo. E hoje, quando vejo uma média de 18, 19, 20 pessoas acessando diariamente o blog, me espanto, sinceramente. E penso: “Ora bolas, eu não estou nem atualizando. Como podem estas tantas pessoas manter essa média diariamente?”.
A resposta, confesso eu não saber. Mas, me alegro. Alegro-me em saber que há pessoas que buscam mais de Deus. E eu não sei o nome dessas pessoas, não sei por que acessam ao Cristificados, nem sei se concordam ou discordam deste ou daquele texto. Só sei que se Deus quis que esta obra nascesse, Ele, sim, já sabia o nome destas pessoas e quis agir através deste blog na vida delas.
E se assim Deus quis, quem sou eu para ir contra isso? Quem sou eu para parar de escrever? E, voltando ao início do texto, quem sou eu para esperar o “momento propício”?
Este tal ‘momento’, já me convenci, não existe. A ‘hora certa’ de agir é sempre tarde demais. O ‘tempo exato’ é mero jogo de palavras que, nas coisas da vida, não quer dizer muita coisa.
Eu esperei durante um longo tempo este tal momento. E ele não chegou. E não chegou porque não existe. E eu só descobri isto, hoje, nesta sexta-feira. Que coisa, não?
Você já imaginou o tanto de coisas boas você já deixou de fazer porque esperou o ‘momento propício’? Você já imaginou a quantidade de tempo que poderia ter economizado se tivesse contado tal coisa antes da ‘hora certa’?
Pois, imagine.
E reflita se esta espera por este tal ‘momento’ não passa de uma desculpa para a acomodação. Não será uma esquiva sua de seus próprios problemas?
Se tiver algo a ser resolvido hoje, resolva agora. Se tiver algo a ser reclamado neste mês, reclame hoje. Se tiver algo a ser feito este ano, lembre-se que nove meses já foram e só restam três.
O ‘momento propício’ não cabe a nós. Não somos nós quem ‘sentimos’ quando ele chega. Não somos nós que o ‘esperamos’. Logo nós, que não controlamos nem nosso relógio de pulso, queremos controlar o ‘poderoso Tempo”?
Não...
Isto é trabalho para Alguém mais ‘experiente’. Isto é para Alguém que, realmente, pode dizer que ‘momento’ é o ‘propício’. É o Cara que definiu o dia, hora, minutos e segundos em que você viria ao mundo. E é o Cara que quis que você passasse por aqui hoje, neste exato momento.
Portanto, irmãozinho, não espere o ‘propício’, pois, para praticar o bem, a verdade, a justiça, o ‘momento’ é o agora e o sempre.
Abraço e Paz
Precisando... gigantih@hotmail.com - Em breve no Twitter (assim que eu descobrir a utilidade dele =D)
Escrevendo e ouvindo... Recon – Choose This Day (live)
“Your decision, choose this day what lord you serve…
…Jesus Christ, the only way”
Raylene Alvarenga
Ter 20 Out 2009 17:07