Quebrando nossas próprias regras
Cada um de nós carrega dentro de si algumas regras, ou mesmo um livro cheio delas. Aí depende do cliente.
Tem gente que tem regra pra dar “Bom dia” (eu, por exemplo), tem gente que tem regra pra pedir desculpas, tem gente que tem regra pra ter regra e ainda há aqueles que têm regra contra ter regras. Enfim, cada um de nós tem suas próprias leis.
Essas leis, chame de 'consciência' se achar melhor, são os parâmetros, as ‘tintas’ pré-definidas com as quais pintamos nossa personalidade.
Uns são fechados, em tons escuros, como o cinza.
Outros são super-abertos, cheio de cores alegras.
E outros ainda são camaleões, que mudam de acordo com a circunstância (e o seu próprio humor, é claro).
E isso tudo que falei acima faz-nos quem somos. Definem nosso modo de agir. Desenham nosso ‘jeito’.
Porém, de vez em quando, é bom quebrar as regras.
Quem não já ‘gazetou’ (‘matou) uma aula chata por um bom papo com os amigos?
Quem não já ‘afanou’ (roubou) algumas frutas do quintal do vizinho?
Quem não já deu uma olhadela na prova do colega naqueles exames bem ‘carrascos’?
Enfim, todos nós já quebramos regras.
Não que isso seja louvável, mas fez e faz parte da formação de qualquer ser humano. E de certo modo, nenhum de nós se arrepende da maioria das traquinagens do passado.
De fato, parece ser prazeroso quebrar regras.
E o é, na verdade.
Porém, para que haja uma regra, certamente há uma conseqüência. E o ‘prazer’ desta, se houver, é do punidor, não do punido (nós). Um bom exemplo é o pecado. Todo pecado é prazeroso, mas todo tem uma conseqüência, muito direta inclusive.
Não vamos aqui discorrer sobre elas, pois isto nos custaria muito tempo. Atenhamos-nos às regras.
E no tocante à elas (as regras), já observamos aqui que, embora o peso de uma quebra de regras seja distinto entre roubar uma goiaba do vizinho e roubar o carro do vizinho, por exemplo, todas elas tem iminentes conseqüências negativas.
Porém, há um tipo de quebra de regras que é altamente positiva. É quando quebramos nossas próprias regras.
Estas tais regras não estão escritas em lugar nenhum. Elas, geralmente, delineiam nossa aversão ou predileção por determinado lugar, coisa, situação, tipo de pessoa, enfim, coisas simples.
Quer um exemplo?
Você já percebeu como nós, muitas vezes, ‘selecionamos’ as pessoas para quem falamos de Deus?
Você já percebeu como nós, muitas vezes, ‘escolhemos’ as pessoas para quem sorrimos?
Você já percebeu como nós, muitas vezes, ‘definimos’ quem pode e quem não pode conhecer quem somos de verdade?
São nossas regras.
Definimos o que podemos e o que não podemos, sem perceber. Isto pode ser bom, por um lado. Mas, também pode esconder, por outro lado, o nosso medo ou aversão à determinada situação.
Talvez, devêssemos escolher um dia para enfrentar estes tais medos quebrando estas regras, simplesmente.
É surpreendente quando nós quebramos nossas próprias regras. Muitas vezes as conseqüências dessa quebra são muito diferentes daquilo que nós imaginávamos. Não só surpreendemos quem está a nossa volta, como também à nós mesmos.
Um abraço, um sorriso, uma mão estendida, uma gentileza, um ato ‘inimaginável’ para ‘uma pessoa como você’ pode fazer TODA a diferença.
Falo de uma ‘pequena mudança radical’. De uma mudança repentina. De um ‘boom’.
Experimente quebrar uma de suas próprias regras hoje.
Nunca abraçou e beijou sua mãe ou seu pai? Faça isto hoje.
Nunca sorriu para o vigia carrancudo do seu prédio? Sorria hoje.
Nunca leu a Bíblia em público? Leia, ué, o que os outros vão fazer?
Quebre hoje suas próprias regras e veja como o mundo pode ficar ‘diferente’.
Aliás, o mundo sempre desse jeito, ‘diferente’. Nós é que estamos sempre ocupados demais em seguir nossas tais ‘regras’.
Abraço, Paz e Coragem
Precisando de uma xícara de açúcar, gigantih@hotmail.com
Escrevendo e ouvindo... Narnia – Show All the World
“...Show all the world that freedom shall come
And sins were forgiven for mankind...”











